sábado, 22 de janeiro de 2011

De muda pra muda de mudanças



Como é que a gente muda?

Eu sinto que estou.

É intencional, de escolha.

Algumas coisas são boas de mudar, outras eu não preciso, não posso. Violaria minha subjetividade.

E como de escolha, talvez eu não queira mudá-las agora.

O difícil disso tudo é escolher o crivo da mudança, eu ou os outros?

Estou me despindo, tirando algumas roupas, alguns segredos, jogando uns papéizinhos.

Estava melhor quando ainda eram planos: eu inventei tantas coisas interessantes sobre mim,

eu era mais leve, superaria fácil, fumaria menos!

De coisa em coisa eu vou sentindo, fluindo, soprando as poeiras e respirando coragem.


Imagem: Pintura de Paul Gauguin

3 comentários:

Herbert disse...

...e vou sendo como posso...

Layla disse...

Elis, tem horas que a mudança toma posse de mim, e não consigo não vivê-la, não sorvê-la, não agradecê-la, não chorá-la...
Tenho medo quando tudo sai de seu lugar. Medo, e fascínio.
Sofro de ambos, no momento.
Salaam
Layla

Cotidianos disse...

Tô precisando.